Que fraqueza que nada! Gostamos é de força, de luta!
Acomodadamente esperamos a transformação. Mas que mentira! Somos a revolução!
Quanta gentileza, obrigada. Mas quanto me custou esse agrado?
Nunca és gratuito.
Imperceptíveis? Jamais. Ainda que com um suave perfume, absorvemos todo o ar.
Mas que sorriso é esse? O que eu falei? Ah, entendi! Olhou o que não consigo enxergar por causa da minha mania de perfeição. Mas é claro, estava explicito, agora sei, não era algo novo, sou a mesma.
Quer me cuidar? Mas faça direito. Um deslize e não terás como se proteger. Somos caprichosamente maquiavélicas.
Não esqueças de lembrar o que todos os dias, ainda que com certa confiança, me pergunto. Não fale somente com os olhos, balbucie seus sentimentos, os mais encantadores, que são atribuídos a mim.
Não me esqueceste por nenhum dia? É, eu já sabia. Gosto e faço com que eu tenha o domínio controlado de cada pedaço teu.
Sou delicada, mas não se engane. Posso sempre surpreender, afinal, sou mulher.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
sábado, 8 de março de 2008
Tudo termina em poesia
Quando eu não tinha tempo, queria.
Agora que tenho, esqueço.
Eu tinha alguém, mas estava sozinha.
Agora eu fujo e não consigo me separar.
O porquê da inconstante variação?
Também não sei responder.
Paradoxalmente tento me compreender.
Eiê... só mesmo as letras para me decifrar.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
Agora que tenho, esqueço.
Eu tinha alguém, mas estava sozinha.
Agora eu fujo e não consigo me separar.
O porquê da inconstante variação?
Também não sei responder.
Paradoxalmente tento me compreender.
Eiê... só mesmo as letras para me decifrar.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
sábado, 29 de dezembro de 2007
Tristeza urgente
Mais um dia que estou tendo que viver
Por favor, alguém entenda meu silêncio.
Leia meus olhar
Sem que seja preciso que eu diga que ele está quase morto
Encontre meu sorriso
Ou melhor, traga um pra mim de presente.
Não tem mais como encontrar vestígios do que um dia habitou esses lábios.
Entenda meu silêncio
Mas não me dê um olhar de misericórdia
Quero o teu amor
E que ele, em sua real simplicidade, alegre-me!
Poesias não vão encher minha alma
Só teu olhar me tirará dessa solidão triste que me invalida
Que não apenas sobreviva
Preciso me reanimar
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
Por favor, alguém entenda meu silêncio.
Leia meus olhar
Sem que seja preciso que eu diga que ele está quase morto
Encontre meu sorriso
Ou melhor, traga um pra mim de presente.
Não tem mais como encontrar vestígios do que um dia habitou esses lábios.
Entenda meu silêncio
Mas não me dê um olhar de misericórdia
Quero o teu amor
E que ele, em sua real simplicidade, alegre-me!
Poesias não vão encher minha alma
Só teu olhar me tirará dessa solidão triste que me invalida
Que não apenas sobreviva
Preciso me reanimar
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Artéria
Passo mais tempo que o de costume dentro do carro. Depois de uma noite surpreendentemente barulhenta estou gravando minha voz, minha impostação. Não é muito animadora.
Lembro de ter parado naquele sinal e... Chorado! Choro rápido. Mas aconteceu. Que ridículo! Só sei que senti um medo, um vazio, uma necessidade. É como se sempre estivesse preenchida, mas agora... Já não estava tão completa.
Parece que o carro está em movimento, mesmo desligado, parado. Ou será minha cabeça, que antecipa as tonturas e dores da doença que, provavelmente, vai me calejar.
Mas o que estou pensando? Será que estou agindo de forma totalmente errada? Será que estou me resumindo demais?
Por um momento parei no drive-trum e aquele atendente, até então desconhecido para mim, demonstrou certa ternura. Não era isso que eu esperava.
Agora estou “varada” de fome. Devoro toda essa comida gordurosa. Seguro o mp3 com dois dedos.
Caramba! O que era aquilo? Mas que susto! Será o que estou imaginando?
Via uma mão segurar o portão, em meio aquela completa escuridão. Tinha listras brancas na altura da cintura. Parecia já estar ali a tempos. Era o que eu já desconfiava... Será que ele havia escutado os meus dizeres mais particulares?
E o término? O que será que aconteceria... ? Alguém pode continuar? Tem quem se interesse em continuar minha vida? Alguém pode me emprestar o mais incrível livro de aventura para que eu me surpreenda com alguma coisa?! Ou pode ser um de terror, para que eu fique ainda mais apreensiva. Não, isto não seria uma boa idéia. Mas serve um romance, em que ao me deleitar possa me encontrar totalmente. Será que alguém gostaria de continuar essa história por mim? Por favor!
...
Conheça-me!
Descubra quem eu realmente sou. Mas não se apavore.
Acompanhe minhas variações, que não são poucas.
E se possível, continue me amando.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
Lembro de ter parado naquele sinal e... Chorado! Choro rápido. Mas aconteceu. Que ridículo! Só sei que senti um medo, um vazio, uma necessidade. É como se sempre estivesse preenchida, mas agora... Já não estava tão completa.
Parece que o carro está em movimento, mesmo desligado, parado. Ou será minha cabeça, que antecipa as tonturas e dores da doença que, provavelmente, vai me calejar.
Mas o que estou pensando? Será que estou agindo de forma totalmente errada? Será que estou me resumindo demais?
Por um momento parei no drive-trum e aquele atendente, até então desconhecido para mim, demonstrou certa ternura. Não era isso que eu esperava.
Agora estou “varada” de fome. Devoro toda essa comida gordurosa. Seguro o mp3 com dois dedos.
Caramba! O que era aquilo? Mas que susto! Será o que estou imaginando?
Via uma mão segurar o portão, em meio aquela completa escuridão. Tinha listras brancas na altura da cintura. Parecia já estar ali a tempos. Era o que eu já desconfiava... Será que ele havia escutado os meus dizeres mais particulares?
E o término? O que será que aconteceria... ? Alguém pode continuar? Tem quem se interesse em continuar minha vida? Alguém pode me emprestar o mais incrível livro de aventura para que eu me surpreenda com alguma coisa?! Ou pode ser um de terror, para que eu fique ainda mais apreensiva. Não, isto não seria uma boa idéia. Mas serve um romance, em que ao me deleitar possa me encontrar totalmente. Será que alguém gostaria de continuar essa história por mim? Por favor!
...
Conheça-me!
Descubra quem eu realmente sou. Mas não se apavore.
Acompanhe minhas variações, que não são poucas.
E se possível, continue me amando.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
sábado, 17 de novembro de 2007
Hoje não tem pronome!
Nada mais de falar de ninguém. Agora escrever é não ter mais que centralizar alguém. Nem a quem produz, nem a quem se espera que leia.
Parou esse negócio de garoto gentil. De menina carente. De filho necessitado. O modo impetuoso é ter frieza, esquecer qualquer ser que ouse roubar a realeza das palavras. Não tem lua, não tem foto, não tem amor. Nada de gente.
Não há hoje quem roube a fidelidade das letras.
Mas que coisa... Sem pronome fica pobre, vazio. É como encolher-se num canto escuro do quarto e chorar escondido.
Mas quem chora? Vacilei, perdi minha crônica. Alguém apareceu!
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
Parou esse negócio de garoto gentil. De menina carente. De filho necessitado. O modo impetuoso é ter frieza, esquecer qualquer ser que ouse roubar a realeza das palavras. Não tem lua, não tem foto, não tem amor. Nada de gente.
Não há hoje quem roube a fidelidade das letras.
Mas que coisa... Sem pronome fica pobre, vazio. É como encolher-se num canto escuro do quarto e chorar escondido.
Mas quem chora? Vacilei, perdi minha crônica. Alguém apareceu!
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Em par!
De calça jeans e pernas cruzadas ela começa. Após abrir a porta de seu quarto que dava acesso ao isolado, tentou imaginar como seguia se estivesse escrevendo as 12h da noite embaixo da última e única árvore da sua casa. Sentiria medo, provavelmente.
Já eu, ousaria. Interromperia esse momento de pobreza literária, disfarçada de romantismo Alencarino e deixaria as mais tristes dúvidas falarem. A realidade é que ela não está
se encontrando.
Eu experimento novas conversas, novos livros, milhões de músicas. Enquanto ela tenta ocultar sua personalidade simples e cheia de fragilidades. Deixa-se envolver pelo novo. Tenta fazer uma nova avaliação do que é o certo. Não quer que seus gestos transpareçam. Afinal, tudo agora é novo. Já eu, não quero estar aqui, e acolher a opinião dos outros. Não permito que me chamem de frágil, preconceituosa. Sou muito mais que isso. Esses cabelos dela não me enganam. Sei que deseja crescer. Se sentir maior, assim como Kant diria.
O mais conflitante entre nós duas é o desejo. É tão forte que tornasse algo difícil de separar. Mas somos muito diferentes. Temos que lutar por sobrevivência. Ou melhor, vou lutar pela minha - ainda que sozinha. Só uma de nós poderá sobreviver.
Muitos querem destruí-la. Desejam que sua inocência e a submissão aos outros partam sem deixar marcas. Sendo que com isso também morrerão o sorriso sincero e a sensibilidade para enxergar profundamente o mais bonito das pessoas. Eu não me iludo facilmente. Jogo como quero e depois caio fora. Continuo aqui, revigorada e tirando proveito das situações que me favorecem. Por mim, esse negócio de seriedade já era. Queria era curtir mesmo. Viver coisas novas, bem diferente do padrão da vidinha dela. Não sou tão sensível assim. Quando você estiver incomodado o máximo que vou poder fazer é lhe escutar. E pronto! Ponto final! Essa menina boba não faz isso. Quer tagarelar até encontrar um modo que possa ajudar alguém. Fazer com que as pessoas não saiam do mesmo jeito que chegaram. Se quer saber, acho que isso é pureza demais. Todo mundo tem problemas e não é ela com esse jeitinho pequeno que vai mudar ninguém. Cresça garota! O mundo lhe exige isso.
Entretanto, sei que ela não ver motivos fortes pra abandonar o que tirou de melhor
da vida. Atitudes novas não vão me agradar. Talvez, o máximo que aconteça é eu te satisfazer. Mas e daí? Quando você gostar de tudo em mim não vai mais me querer. Pensava ela.
Essa besteira toda me incomoda. Ela tem é que vivenciar o novo, e não acomodar-se com pequenas coisas que julga preencher-la. Quanta vida espera por ela. Essa cidade grande, cheia de praias lindas, shows, diversão. Mundo que, provavelmente, ela jamais conheceu. Vai ficar aí, nesse mundinho pequeno, desejando carinho toda vez que se sentir rejeitada? Esqueça! A solidão acontece, mas o importante é que existem amigos, leituras, conversas que podem supri esse sentimento. Pra que dar tanta importância a essa mediocridade.
Chega o momento em que eu nem sei mais quem eu quero que vença. Basta que separemo-nos. Não dá pra eu viver junta com essa garota. Alguém pode nos desgrudar? Faça assim: leve-a pra Arábia Saudita. E você fique comigo aqui, me mostrando esse mundinho que ela nunca teve coragem de descobrir.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
Já eu, ousaria. Interromperia esse momento de pobreza literária, disfarçada de romantismo Alencarino e deixaria as mais tristes dúvidas falarem. A realidade é que ela não está
se encontrando.
Eu experimento novas conversas, novos livros, milhões de músicas. Enquanto ela tenta ocultar sua personalidade simples e cheia de fragilidades. Deixa-se envolver pelo novo. Tenta fazer uma nova avaliação do que é o certo. Não quer que seus gestos transpareçam. Afinal, tudo agora é novo. Já eu, não quero estar aqui, e acolher a opinião dos outros. Não permito que me chamem de frágil, preconceituosa. Sou muito mais que isso. Esses cabelos dela não me enganam. Sei que deseja crescer. Se sentir maior, assim como Kant diria.
O mais conflitante entre nós duas é o desejo. É tão forte que tornasse algo difícil de separar. Mas somos muito diferentes. Temos que lutar por sobrevivência. Ou melhor, vou lutar pela minha - ainda que sozinha. Só uma de nós poderá sobreviver.
Muitos querem destruí-la. Desejam que sua inocência e a submissão aos outros partam sem deixar marcas. Sendo que com isso também morrerão o sorriso sincero e a sensibilidade para enxergar profundamente o mais bonito das pessoas. Eu não me iludo facilmente. Jogo como quero e depois caio fora. Continuo aqui, revigorada e tirando proveito das situações que me favorecem. Por mim, esse negócio de seriedade já era. Queria era curtir mesmo. Viver coisas novas, bem diferente do padrão da vidinha dela. Não sou tão sensível assim. Quando você estiver incomodado o máximo que vou poder fazer é lhe escutar. E pronto! Ponto final! Essa menina boba não faz isso. Quer tagarelar até encontrar um modo que possa ajudar alguém. Fazer com que as pessoas não saiam do mesmo jeito que chegaram. Se quer saber, acho que isso é pureza demais. Todo mundo tem problemas e não é ela com esse jeitinho pequeno que vai mudar ninguém. Cresça garota! O mundo lhe exige isso.
Entretanto, sei que ela não ver motivos fortes pra abandonar o que tirou de melhor
da vida. Atitudes novas não vão me agradar. Talvez, o máximo que aconteça é eu te satisfazer. Mas e daí? Quando você gostar de tudo em mim não vai mais me querer. Pensava ela.
Essa besteira toda me incomoda. Ela tem é que vivenciar o novo, e não acomodar-se com pequenas coisas que julga preencher-la. Quanta vida espera por ela. Essa cidade grande, cheia de praias lindas, shows, diversão. Mundo que, provavelmente, ela jamais conheceu. Vai ficar aí, nesse mundinho pequeno, desejando carinho toda vez que se sentir rejeitada? Esqueça! A solidão acontece, mas o importante é que existem amigos, leituras, conversas que podem supri esse sentimento. Pra que dar tanta importância a essa mediocridade.
Chega o momento em que eu nem sei mais quem eu quero que vença. Basta que separemo-nos. Não dá pra eu viver junta com essa garota. Alguém pode nos desgrudar? Faça assim: leve-a pra Arábia Saudita. E você fique comigo aqui, me mostrando esse mundinho que ela nunca teve coragem de descobrir.
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Perseguindo-me
Pensamento vai, vaza. Não te quero mais.
Vai correndo.
Ô menino insistente - pára de me perseguir, pensamento!
Não sou tua. Está longe de eu te pertencer.
Que cara insistente! E o pior é que é sempre o mesmo...
Já te ouvi, refleti, analisei e decidi: não te quero mais!
Permita-me a paz.
Só quero uma licencinha pra eu me concentrar em outras coisas.
Música, arte, ou até mesmo outro sentimento.
Mas que não seja esse, em hipótese alguma.
Está na hora; aliás, já passou tempo demais.
O pior: parece que estou gostando. Não, certamente não.
Foi sua insistência garoto.
Vaza! Já perdi tempo demais.
Que coisa... Acabou! Mas eu, onde estava?
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
Vai correndo.
Ô menino insistente - pára de me perseguir, pensamento!
Não sou tua. Está longe de eu te pertencer.
Que cara insistente! E o pior é que é sempre o mesmo...
Já te ouvi, refleti, analisei e decidi: não te quero mais!
Permita-me a paz.
Só quero uma licencinha pra eu me concentrar em outras coisas.
Música, arte, ou até mesmo outro sentimento.
Mas que não seja esse, em hipótese alguma.
Está na hora; aliás, já passou tempo demais.
O pior: parece que estou gostando. Não, certamente não.
Foi sua insistência garoto.
Vaza! Já perdi tempo demais.
Que coisa... Acabou! Mas eu, onde estava?
Luiza Machado Vasconcelos Matos Cavalcante
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